Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas

sábado, 28 de setembro de 2013

Lei Seca por Fernando Pessoa

Seguindo pelo caminho de mostrar o trabalho realizado pela Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas, publicamos hoje a análise da Lei Seca feita por um contemporâneo daqueles anos 1920, nada mais nada menos que o maior poeta português, Fernando Pessoa. Essa análise foi publicada no website da organização no final de 2005, como primeira de uma série de matérias de poetas e escritores antiproibicionistas, como Artaud, Baudelaire, Kerouac e, porque não, Freud, e outros.

Procurando na internet encontrei o texto no blog “Estamos na Merda”. O autor reconhece que não tem mídia, mas sabe que vindo do pensamento do maior poeta de Portugal e, ainda, escrito durante aquele tempo de exceção nos EUA, da proibição de bebidas alcoólicas, essa análise crítica da Lei Seca tem um peso enorme.

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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

INPUD em Vilnius, Lituânia, Junho de 2013

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No quarto do Jorgen e do Tom, hotel Radisson, Vilnius. Conferência da Harm Reduction International. À direita, de boina, Eliot Albers, diretor-executivo da Rede Internacional de Pessoas que Usam Drogas – INPUD.

Não existe no universo das drogas e do uso de drogas uma organização mais única e incomum que a INPUD. A organização a que pertencem Jorgen e Tom, a União Dinamarquesa de Usuários de Drogas – Bruger Foreningen, está comemorando este ano 20 anos de existência. Recebem por ano USD 1.750.000 do governo dinamarques para desenvolver seus programas e manter uma sede de cerca de 400m2, com sala de ginástica, marcenaria, estudio de música, sala de bicicleta, vários escritórios, uma enorme sala de estar e cozinha que pode dar conta de 100 convidados.

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Cozinha vista da sala de estar

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Sobre a matéria do Estadão “Não são zumbis. A epidemia é de crack ou de abandono?” e o programa "Crack: É Possível Vencer"

Desculpe, mas creio que alguém com um mínimo de bom senso e moderada compreensão da realidade social, comunitária, política sabe a resposta certa à pergunta da matéria do Estadão (ver tb abaixo). Parece evidente por suas articulações que a bancada religiosa no Congresso nacional quer uma epidemia de crack para alimentar suas comunidades terapêuticas – ou as de seus aliados – com parte dos 4 bilhões do programa de governo "Crack: É Possível Vencer". E parte do governo quer agradar essa bancada, inclusive aquela ministra que quer o governo do Paraná e tem nos religiosos sua base eleitoral. Colocar interesses políticos diante de uma política de saúde pública efetiva e baseada nos fatos nos parece canalhice.

Desviar recursos do Ministério da Saúde para confinar dependentes de drogas em instituições sem nenhuma credibilidade, sabendo que os ambulatórios são muito mais adequados e eficientes, e que 90% dos internados voltam a usar drogas no mes seguinte à internação, é mais um tapa na cara em que ousa pensar que este país tem futuro:

Em vez de ficar brincando de bandido e mocinho nas favelas, a polícia tinha mais é que se concentrar em deter sequestros, desaparecimentos, assassinato de inocentes, estupros, latrocínio, corrupção, etc.

Vergonhosa essa polícia, da pior qualidade, que corre atrás da merreca do varejo da maconha.

As vezes nem sei se um pedido como este da foto abaixo é real, mas tem de ser para nao ser desconsiderado quando ocorre um desaparecimento real. Pense no terror de ser pai ou mae dessa menina e ela ser sequestrada, desaparecer. É CASO DE SEGURANÇA NACIONAL. Um verdadeiro caso de segurança nacional. Assim como todas as meninas e meninos, homens e mulheres que sao sequestrados, desaparecem ou sao assassinados. É prioridade de segurança que isso nao aconteça.

A comunidade terapêutica fica em outro lugar

E agora que mostrou que o PLC 37 nao tem nada a ver com a realidade (leia matéria no final)? Vai insistir na política errada como há décadas o mundo insiste numa politica baseada no sistema de justiça criminal, que somente tem gerado mais produção e mais venda, mais violência e violação dos direitos humanos de concidadãos nossos que porventura consomem drogas proibidas? Quer entender o que se passa, quer ideias pragmaticas fundamentadas pela experiencia direta: consulte as pessoas que usam ou usaram drogas. Aproveite e teste seu preconceito contra pessoas que provavelmente bebem destilados ou vinhos, alguns fumam cigarros, mas o que vc nao aceita é que existam pessoas consumam produtos que vc nao aprova. Mesmo que nao lhe causem qualquer mal, vc gostaria que essas pessoas nao existissem. Mas nao é um pouco demais achar que as pessoas têm direito a consumir apenas aquilo que vc aprova? Que se consomem algo de que vc nao aprova ou gosta, que elas devem ser punidas? Consegue enxergar a fraqueza de personalidade ou de caráter existente nessa atitude, a falta de respeito e de educação para com seu semelhante, que além de tudo nao está lhe fazendo mal nenhum? Vc pode mudar –e mudar o mundo. Na verdade, vc tem de mudar, de evoluir, de abandonar crenças que vc mesmo vê que sao falsas, ou ficará doente e começará a apodrecer.

Leia a matéria do G1: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/09/brasil-tem-370-mil-usuarios-regulares-de-crack-nas-capitais-aponta-fiocruz.html

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Reunião discute o uso de drogas no contexto das DST, aids e hepatites virais

Drogas, DST e Hepatites Virais

Evento é uma reunião preparatória para o Seminário Internacional sobre drogas: da coerção à coesão, que acontece em Brasília até quarta-feira (11)

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sábado, 14 de setembro de 2013

Saúde Pública e Uso de Drogas: SUS

Montagem dos textos e comentários de Luiz Paulo Guanabara (LP)

Da página de Bruno Gomes no Facebook
por Luís Fernando Tófoli
8 de setembro

"O professor David Nutt argumenta as razões pelas quais um sistema universal de saúde precisa se basear na redução de danos como orientação de sua política pública de uso drogas. É preciso estar claro para os defensores do SUS e o Ministério da Saúde que não há abordagem mais sã para este problema. A seguir trecho em português (tradução minha) e no original em inglês:"

LP: Concordo com o Luís em que não há melhor abordagem de saúde pública para problemas decorrentes do uso de drogas do que a Redução de Danos.

Relexões sobre Redução de Danos - 1

Fazem frequentemente da Redução de Danos uma questão desnecessariamente controversa, como se houvesse uma contradição entre prevenção e tratamento por um lado e reduzir as adversas consequencias de saúde e sociais do uso de drogas por outro. Esta é uma falsa dicotomia. São lados complementares. 
 

Desmilitarização das Polícias do Brasil

         Convocamos todas as redes de televisão, rádio e outros órgãos de comunicação a aderirem a esta causa. Por sua força e qualidade, convocamos especialmente as Organizações Globo a estimular esse movimento -que conta com apoio da imensa maioria da população brasileira- para a desmilitarização da polícia brasileira. A nossa democracia já está mais do que preparada para essa mudança a favor da vida.

Por que isto é importante

A Constituição Federal Brasileira de 1988, prestes a completar seu primeiro quarto de século, é obrigada a conviver com uma série de fracassos sobre diversos pontos de seu texto magno. Muitos dos direitos humanos por ela assegurados, a começar pelo direito à vida e à liberdade de ir e vir, continuam sendo cotidianamente violados.

PM desmilit