Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novas fronteiras na Guerra às Drogas mexicana

A insistência do governo do mexicano (com amplo apoio dos Estados Unidos) em conduzir uma sangrenta guerra às drogas tem provocado uma migração da violência para regiões antes consideradas "seguras". Desde que o presidente Felipe Calderón assumiu o poder, em janeiro de 2006, já foram contabilizados 47 óbitos nessa guerra.

Na última semana dois corpos decapitados foram deixando dentro de um veículo na porta de um luxuoso shopping da cidade do México. No ano passado, 26 corpos foram despejados no centro de Guadalajara, outra cidade que não sofria os efeitos da guerra às drogas. Em Veracruz um batalhão policial inteiro foi demitido com acusações de corrupção.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mensagem do Conselho Federal de Psicologia sobre drogas e cidadania

Quando a polícia iniciou sua ação de “dor e sofrimento” na cracolândia de São Paulo o Conselho Federal de Psicologia foi uma das primeiras vozes de oposição a intervenção puramente policial e a proposta de internação compulsória dos usuários de drogas.

No vídeo abaixo, o CFP apresenta de forma didática um panorama do uso de drogas no Brasil e os caminhos e descaminhos das políticas de recuperação adotadas pelo governo.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

100 anos Guerra às Drogas. Como tudo começou!

Há exatos 100 anos uma convenção realizada em Haia, na Holanda, dava inicio a política repressiva de controle do uso de drogas. Contando com representantes de China, França, Alemanha, Itália, Japão, Holanda, Irã (então, Pérsia), Portugal, Rússia, Tailândia, Reino Unido e territórios britânicos (incluindo a Índia) a Convenção Internacional do Ópio abriu caminho para a guerra às drogas.

O debate girou em torno do controle de quatro drogas: ópio, morfina, cocaína e heroína. De um lado, China e Estados Unidos tentavam estabelecer regras duras para o comércio. Do outro lado da mesa as principais potências europeias tentavam protelar as negociações do olho no lucrativo comércio de ópio que vinha se expandindo desde a segunda metade do século 19.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O cultivo de maconha e o circo dos horrores da imprensa!

A reportagem abaixo é um ótimo exemplo do que deve ser preservado para mostrar para apresentar as próximas gerações como a política de guerra às drogas foi desastrosa.

Apesar da tentativa do repórter de transformar a notícia da apreensão de um pé de maconha em um circo midiático o jovem Pedro Henrique Correia Oliveira, de 21 anos, deu uma aula de pacifismo que destrói todo discurso de violência criado pelo proibicionismo. Veja e divulgue!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nota de repúdio à política de “dor e sofrimento” na cracolândia

O Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos estudantes da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP), vem a público manifestar repúdio ao Plano de Ação Integrada Centro Legal, iniciado em 03 de janeiro de 2012 na Cracolândia, região central de São Paulo.

O plano é errado tanto na sua concepção, quanto no modo como é executado. Esse projeto envolve a ação da Polícia Militar na região, buscando inibir o tráfico de drogas e dispersar os seus usuários, que também seriam impedidos de se fixar em outros locais. A denominada “política de dor e sofrimento” visa provocar abstinência nos usuários de crack, a partir da qual, em visão equivocada, eles buscariam tratamento junto ao Poder Público.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A maconha como alternativa ao uso do crack!

Ainda no clima da desastrosa ação policial na cracolândia de São Paulo vamos apresentar uma experiência que mostra como é possível cuidar de dependentes químicos sem o uso da força policial e da questionável internação compulsória. No vídeo abaixo o psiquiatra Dartiu Xavier, da Unifesp, explica como um grupo atendido no Proad abandonou a dependência do crack.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Enxugando o gelo na Cracolândia de São Paulo!

A tão alarmada intervenção do Estado na Região da Cracolância de São Paulo deixou números de uma típica ofensiva "enxuga gelo" da guerra às drogas. Após três dias de operação constante e 538 abordagens que prometiam acabar com o tráfico na região foram apresentadas apenas 21 gramas (isso mesmo, gramas!) e quatro pessoas presas por terem mandado de prisão.

Apesar da anunciada assistência social aos usuários de drogas ninguém foi encaminhado aos centros de recuperação. Afinal, espaço prometido pela prefeitura, com capacidade para 1200 pessoas, só deve ser inaugurado em 30 dias. Sem admitir o fracasso da operação a polícia segue argumentando que vai erradicar o consumo de crack no centro de São Paulo. "Em 30 dias vamos identificar traficantes e cortar a chegada de crack na região", disse o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Quem são os traficantes de drogas presos pela polícia?

Quando ocupava o posto de Secretário Nacional de Política Sobre Drogas, Pedro Abramovay defendeu a aplicação de penas alternativas para os pequenos traficantes. Foi o suficiente para que ele fosse demitido do governo Dilma, que optou por seguir o modelo norte-americano de guerra às drogas.

Para os que não entenderam muito bem esta história de "pequeno traficante" vale destacar uma pesquisa divulgada no último mês pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), que comprova que este é o grupo mais reprimido nas ações policiais.