Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Comentários sobre duas matérias distintas encontradas ao acaso no Facebook

por Luiz Paulo Guanabara

Compartilhei no FB a matéria "Vaticano critica oportunismo de Dilma e quer distância das armadilhas políticas da presidente",  e a respeito dela escrevi o seguinte:

"Ele [o Papa] obviamente não tem um mínimo de noção quando o assunto é drogas, uma questão que está inserida no rol das demais questões sociais da atualaidade sobre as quais a igreja católica tem uma posição rígida, dogmática, conservadora e irrealista (aborto, LGBT, sexo sem fins de procriação, métodos de prevenção de HIV, pesquisas com células-tronco, etc). Entretanto, sua atitude e resposta às demandas da presidente ("presidenta" é erro gramatical) que o Vaticano chamou de oportunistas, olha, são de tirar o chapéu. Uma lição de ética na política, a postura que deveríamos a partir de agora firmemente exigir e cobrar de todos os políticos no Brasil.

O Papa e a legalização das drogas

por Luiz Paulo Guanabara

Hoje, 25/07/2013, respondi ao email enviado ontem por um amigo preocupado com as declarações do Papa sobre as drogas: "Ele nao sabe nada, hoje em dia todo mundo tem suas opiniões sobre a questao, mas muito poucos passam da superficie e enxergam os componentes básicos da atual política de drogas antiproibicionista, que geram violência, corrupção e miséria em todo o mundo.

A palavra droga nao tem mais sentido, ou melhor, seu sentido é diferente para cada indivíduo. Se a pessoa nao compreende isso, se não compreende que ao falar de drogas está também falando de álcool e tabaco, todo o resto do seu discurso é uma distorção que, saindo da boca de um papa carismatico, pode aprofundar a ilusao.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Marcas psíquicas da violência policial precisam ser cuidadas

Introdução: Decidimos postar essa matéria porque é esta mesma polícia que também faz a guerra às drogas e prende usuários e traficantes. A atual Lei de Drogas, 11.343/2006, ao não distinguir claramente usuário de traficante, triplicou o número de pessoas presas por delitos associados às drogas ilícitas, e estima-se que 90% desses presos - detidos ao acaso, réus primários, sem vínculo com organizações de tráfico, portando pequenas quantidades de produtos proibidos pelos deuses da Tropicália – não passam de usuários que eventualmente vendiam um pouco do produto adquirido para reduzir seus custos.

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A reparação psicológica e o assassinato simbólico das vítimas de violência policial

A conduta da polícia na repressão às manifestações que se espalharam pelo país reacendeu a discussão sobre a estrutura, as práticas e a cultura institucional de nossas polícias militares.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

DROGAS ADULTERADAS


Para ampla divulgação

Nova contribuiçao da Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas para profissionais da saúde em geral e pessoas que usam drogas em particular:

http://www.psicotropicus.org/pdf/livreto_web.pdf

Este livreto destina-se a consumidores, suas famílias e amigos.
Seu propósito não é estimular o uso de substâncias psicoativas,
mas fornecer informações para reduzir riscos e danos que
possam estar associados a este consumo.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

SOBRE DROGAS, SEGURANÇA, SAÚDE E OPORTUNISMO POLÍTICO

Se você quer que o PLC 37/2013 seja discutido nas diversas comissões do Senado, manifeste a sua opinião para o presidente do Senado (renan.calheiros@senador.gov.br) e os senadores de seu estado: http://www.senado.gov.br/senadores/

Luciana Boiteux e Luís Fernando Tófoli

Está em tramitação no Senado um projeto de lei que altera a atual Lei de Drogas. O PLC 37/2013, oriundo da Câmara, foi rejeitado por vários órgãos do executivo e vai à direção oposta do que preconizam os organismos internacionais.

Apesar disso, o Presidente do Senado, Renan Calheiros, ao entender que este faria parte da pauta das recentes manifestações populares – no quesito segurança – deseja acelerar sua tramitação, conduzindo-o para o plenário na chamada ‘pauta positiva’.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Nada temos a ganhar com a militarização da polícia, defende Prof. Túlio Vianna em aula pública


Em aula aberta no MASP, professor de direito penal ressaltou que mesmo os policiais perdem com a militarização e defendeu polícia 100% civil e com controle externo e independente.

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COLETIVO DAR

A segunda-feira gelada e molhada em São Paulo não impediu que cerca de cem pessoas ocupassem o vão livre do MASP para assistir ao professor de Direito Penal Túlio Vianna falar sobre a necessidade da desmilitarização da polícia brasileira – outras inúmeras acompanharam a aula pública, organizada pelo coletivo OcupAção, pela Internet. Após exposição inicial do professor, houve rodas de conversas, formulação e propostas e depois mais debate, com a conclusão final, evidente, de que se por enquanto é difícil extinguir a polícia é necessário, ao menos, que ela mude radicalmente sua forma de agir, e que a sociedade mude radicalmente a forma de controlar esses descontrolados agentes estatais.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Chacina da Maré: ordem pública não se confunde com o emprego indiscriminado da força policial

Nós, instituições e cidadãos da Maré, tornamos público o nosso veemente repúdio a ação policial ocorrida nos dias 24 e 25 de junho na comunidade de Nova Holanda, provocando violações de direitos dos moradores e a morte de dez pessoas.

Lamentamos que durante a citada operação tenha também ocorrido a morte de um policial militar. Mas estamos indignados com ações arbitrárias e violentas que agridem famílias e provocam execuções sumárias.

MANIFESTAÇÕES E GUERRA ÀS DROGAS– LEAP Brasil

O Brasil tem vivido, nesse mês de junho, intensas manifestações nas ruas que, a partir de protesto na cidade de São Paulo contra aumento no preço dos transportes, se desdobraram em diferentes reivindicações e se espalharam por diversas cidades de todo o país.

Enquanto as manifestações se desenvolviam preferencialmente nos centros das cidades, a repressão se fazia fundamentalmente com armas ditas de baixa letalidade (balas de borracha; bombas de gás lacrimogêneo), inclusive diante de episódios de destruição de bens públicos e privados.