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Rio de Janeiro, RJ, Brazil

sábado, 15 de setembro de 2012

Brasil e Bolívia reforçam cooperação contra narcotráfico

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É a total subserviência à guerra contra as drogas, excelente notícia para contrabandistas de armas, quatro helicópteros para ajudar a aumentar a violência no mundo, uma estupidez sem tamanho, retrato da subserviência latino-americana. Lembro-me anos atrás em Bogotá, quando o motorista do taxi apontou para a embaixada estadunidense e disse: “Sede do governo colombiano”.

Se essa notícia tivesse saído há quarenta anos, a maior diferença estaria na tecnologia das armas. A falta de consciência dos malefícios e malfeitos da truculenta e intolerante – e, portanto, fascista – política de drogas por parte das autoridades do governo já é suficiente para pensarmos se não estamos longe de ter no poder um grupo que tenha a cabeça no lugar, que não propague o logro das drogas. Pois se propaga o logro das drogas, provavelmente usa os mesmos artifícios ou marketing para enganar a população, travando o progresso, criando esse imenso mal estar de uma violência gerada pelo próprio governo, cujo retrato atual é a chacina dos adolescentes em Nilópolis.

O Brasil é hoje e talvez sempre tenha sido o maior aliado dos EUA na guerra às drogas, na compra incondicional do pacote antiproibicionista que transforma a América Latina em teatro dessa guerra. Eles consomem, e nós fazemos a guerra aqui, no nosso território. E agora queremos fazer mais do mesmo que não funciona, queremos nos instalar na Bolívia.

É lamentável a cegueira generalizada quando o assunto é DROGAS.

Brasil e Bolívia reforçam cooperação contra narcotráfico

Brasil e Bolívia reforçaram nesta quinta-feira sua cooperação no combate ao narcotráfico, durante a visita a La Paz do ministro brasileiro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que revisou com as autoridades bolivianas o plano de ação bilateral contra as drogas.

"Com base no Plano de Ação Boliviano-Brasileiro firmado em 2011, o Brasil doará quatro helicópteros ao governo da Bolívia" para a repressão ao tráfico de drogas, informou José Eduardo Cardoso.

"Queremos um intercâmbio de informação de inteligência, estamos planejando um conjunto de medidas de participação conjunta, incluindo inovações tecnológicas, e vamos colocar veículos aéreos não tripulados brasileiros à disposição do governo boliviano compartilhando suas missões e suas informações".

O ministro da Justiça se disse "muito contente (...) com a profunda identidade de propósitos entre o governo do Brasil e o governo da Bolívia" e com a possibilidade da Polícia Federal brasileira participar de operações de destruição de plantações de coca no território boliviano.

"É um programa que estamos testando no Peru, onde a Polícia Federal brasileira, junto às autoridades peruanas, atua na erradicação de plantações ilegais. Temos isto no Paraguai e queremos fazer também na Bolívia". "Quando os países são irmãos, se ajudam, e queremos estar juntos à Bolívia" no combate ao tráfico de drogas.

Segundo dados extraoficiais, quase 90% da cocaína que entra no Brasil procede de Bolívia e Peru.

Os governos de Brasil, Bolívia e Estados Unidos iniciaram em março passado a utilização de um sistema de satélites para monitorar as áreas de plantio de coca na região boliviana do Chapare, na região central boliviana.

AFP

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