Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas

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terça-feira, 7 de novembro de 2017



Dia 26 de junho: data em que o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC, na sigla em inglês) celebra sua política de Guerra às Drogas. 

 Em 2010 fizemos uma manifestação na Praia de Ipanema denunciando essa política que se fundamenta nas três convenções antidrogas (1961, 1971, 1988). 

O UNODC tem um escritório em Brasília, assim como em todos os países da América Latina, com exceção do Uruguai. É sustentado em sua maior parte pelos EUA, que tem enorme interesse em perpetuar sua política repressora, responsável por grande parte da violência armada decorrente do combate às drogas. Para o público, sustentam que estão defendendo as crianças do "flagelo das drogas". 

Mas o verdadeiro interesse por trás dessa política bélica é garantir que os lucros astronômicos do comércio de drogas proibidas entrem nos seus cofres - e nos EUA é muito comum que entrem em delegacias ou nos cofres do DEA -, como também estimular a venda de armamentos para os dois lados: a polícia e os traficantes (comerciantes de drogas proibidas por lei). 

E de tanto contarem mentiras, de tanto justificar a hipocrisia, a população em todo o mundo acredita que as drogas proibidas são de fato maléficas e que a violência da política de Guerra às Drogas é um mal necessário. 

E assim o império americano mantém esse que é mais um tentáculo na dominação de seu quintal, a América Latina. Entre outros absurdos para impor essa política, criminaliza até a planta de coca, um arbusto que os povos andinos utilizam há milhares de anos, cuja comercialização traria tão necessários recursos àquela pobre região.

São inúmeras formas de se aproveitar da hipocrisia da proibição de determinadas drogas: no Brasil e em diversos outros países, políticos e autoridades se aproveitam do medo artificial das drogas para posarem de rigorosos combatentes das drogas. Um exemplo recente é o daquele careca alçado ao STF, que tentou vender a sandice de que acabaria com a maconha no Brasil e na região. 

por Luiz Paulo Guanabara

segunda-feira, 6 de novembro de 2017



CANNABIS

APENAS UMA PLANTA

POR QUE TANTO FUZUÊ POR CAUSA DE UMA SIMPLES PLANTA?

POR QUE INVENTARAM TANTA MENTIRA SOBRE UMA PLANTA?

POR QUE A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA INVESTE FORTUNAS CONTRA AS CAMPANHAS DE LEGALIZAÇÃO DE UMA PLANTA?

QUE DIZER DOS CIENTISTAS QUE SÃO PAGOS PARA CRIAR ESTUDOS QUE RESULTAM EM AFIRMAÇÕES "CIENTÍFICAS" SOBRE OS MALEFÍCIOS DESTA PLANTA?

POR QUE A INDÚSTRIA INVESTE TANTA GRANA PARA TENTAR CONVENCER AS PESSOAS QUE A MACONHA É UMA PLANTA "RUIM", TÃO MALÉFICA QUE AS AUTORIDADES DEVEM PROTEGER A POPULAÇÃO DO CONTATO COM ELA?

MUITO ESTRANHO!

(Enquanto isso os países civilizados estão cada vez mais flexíveis quanto a produção, distribuição e consumo da cannabis em suas maios variadas formas e usos...)

por Luiz Paulo Guanabara

quarta-feira, 27 de julho de 2016

MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS (MITOS 5 a 20)

Foram chamados de "Mitos" as ideias que circulam na mídia e em livros e textos científicos que serviram de base para a população mundial ter hoje uma compreensão equivocada a respeito da maconha. Os "Fatos" decorrem do estudo de uma extensa coletânea das provas científicas produzidas no século XX e em geral desmentem ou desconstroem cabalmente essas ideias que acabaram por marginalizar e criminalizar a cannabis, uma planta utilizada há milênios pelos seres vivos.

Na primeira postagem estão os textos iniciais e o MITO 1. A segunda postagem contém o MITO 2 "A maconha não tem nenhum valor medicinal", e o MITO 3 "A maconha tem grande poder de causar dependência". A terceira postagem MITOS 4 a 6. E nesta última postagem, os restantes dos capítulos, MITO 5 até MITO 20.

O livro MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS é fruto de uma parceria entre a Drug Policy Alliance (DPA), que cedeu os direitos autorais, e a Psicotropicus, que traduziu, editou e lançou a obra em 2010.

O livro encontra-se traduzido em uma dezena de línguas e agora pode ser lido em português. Ele será totalmente disponibilizado neste blog e poderá ser livremente utilizado desde que citada a fonte: "Traduzido e editado por Psicotropicus, 2010". (leia nos textos iniciais o Sumário com o título dos 20 MITOS.)

MITO 5

sábado, 23 de julho de 2016

MACONHA: MITOS E FATOS: UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS (MITOS 4, 5 e 6)

Na primeira postagem estão os textos iniciais e o MITO 1. A segunda postagem contém o MITO 2 e 3. Esta postagem contém o MITO 4 "Maconha, drogas pesadas e a teoria da porta de entrada", O MITO 5 "Maconha: leis e punição" e o MITO 6 "Política da maconha na Holanda". Em breve todos os capítulos que faltam serão publicados.

O livro MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS é fruto de uma parceria entre a Drug Policy Alliance (DPA), que cedeu os direitos autorais, e a Psicotropicus, que traduziu, editou e lançou a obra em 2010.

O livro encontra-se traduzido em uma dezena de línguas e agora pode ser lido em português. Ele está hoje, 27 de julho de 2016, totalmente disponibilizado neste blog e poderá ser livremente utilizado desde que citada a fonte. Após nome do livro e autores, referir: "Traduzido e editado por Psicotropicus, 2010".


MITO 4

A maconha é porta de entrada para outras drogas. Mesmo que a maconha em si não faça muito mal, é uma substância perigosa porque leva ao uso de “drogas mais pesadas”, como a heroína, o LSD e a cocaína.

“O uso de maconha está aumentando... Estas constatações são especialmente alarmantes já que o uso de maconha – a droga mais amplamente usada – muitas vezes leva ao uso de outras drogas mais perigosas.1

“Crianças que usaram maconha têm 85 vezes mais probabilidade de usar cocaína do que as crianças que nunca usaram maconha”2

“Parece que as alterações bioquímicas produzidas no cérebro pela maconha provocam um comportamento de busca e uso de drogas, que em muitas ocasiões levará o usuário a experimentar outras substâncias que causam prazer.”3

“Como o uso de maconha, nocivo como é em si mesmo, é frequentemente um prelúdio para o uso de outras drogas, [é] duplamente desastroso.”4

“Apesar de a maconha não criar tanta dependência e nem ser tão tóxica quanto a cocaína, fumar maconha – ou observar outros fumarem maconha – pode tornar algumas pessoas mais dispostas ao uso de outras drogas.”5

FATO 4

A maconha não leva as pessoas a usar drogas pesadas. O que a teoria da porta de entrada apresenta como explicação causal é uma associação estatística entre drogas comuns e incomuns, uma associação que muda com o tempo, na medida em que a prevalência de diferentes drogas aumenta e diminui. A maconha é a droga ilegal mais popular nos Estados Unidos hoje em dia. Portanto, é provável que pessoas que usaram drogas menos populares, como heroína, cocaína e LSD, também tenham consumido maconha. A maior parte dos usuários de maconha nunca usa qualquer outra droga ilegal. Na realidade, para a grande maioria das pessoas, a maconha é mais uma droga final do que uma porta de entrada.


sexta-feira, 22 de julho de 2016

MACONHA: MITOS E FATOS - UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS (MITO 2 e MITO 3)


Foram chamados de "Mitos" as ideias que circulam na mídia e em livros e textos científicos que serviram de base para a população mundial ter hoje uma compreensão equivocada a respeito da maconha. Os "Fatos" decorrem do estudo de uma extensa coletânea das provas científicas produzidas no século XX e em geral desmentem ou desconstroem cabalmente essas ideias que acabaram por marginalizar e criminalizar a cannabis, uma planta utilizada há milênios pelos seres vivos.

Na primeira postagem estão os textos iniciais e o MITO 1. Esta segunda postagem contém o MITO 2 "A maconha não tem nenhum valor medicinal", e o MITO 3 "A maconha tem grande poder de causar dependência". Em breve todos os capítulos estarão publicados.

O livro MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS é fruto de uma parceria entre a Drug Policy Alliance (DPA), que cedeu os direitos autorais, e a Psicotropicus, que traduziu, editou e lançou a obra em 2010.

O livro encontra-se traduzido em uma dezena de línguas e agora pode ser lido em português. Ele será totalmente disponibilizado neste blog e poderá ser livremente utilizado desde que citada a fonte. Após nome do livro e autores: "Traduzido e editado por Psicotropicus, 2010".



MITO 2

 A maconha não tem nenhum valor medicinal. Existem drogas mais seguras e eficazes disponíveis. Entre elas, uma versão sintética do THC, principal princípio ativo da maconha, que, nos Estados Unidos, é comercializado com o nome de Marinol.

“Não há provas da eficácia do uso de maconha na quimioterapia. Existem inúmeras drogas alternativas que dispensam qualquer necessidade de empreender pesquisas sobre o assunto.”1

“Fumar maconha não pode ser qualificado como remédio... A maconha como questão médica é uma campanha cuidadosamente orquestrada... por hippies mais velhos, advogados e usuários de maconha que estão pregando uma peça cruel em pessoas doentes e moribundas.”2

“Considerando-se os efeitos conhecidos da maconha sobre a memória de curto prazo, parece provável que ela prejudicaria... a capacidade do paciente de lembrar-se de tomar outros remédios... essenciais.”3

“O lobby em prol da droga explora o sofrimento de pacientes portadores de doenças crônicas... como parte de uma estratégia para legalizar a maconha para uso geral”4

“Não poderia haver pior mensagem para os jovens... Justamente quando a nação está se esforçando ao máximo para ensinar adolescentes a não consumir drogas psicoativas, estão lhes dizendo que a maconha [é um] remédio.”5

FATO 2

Foi demonstrado que a maconha é eficiente na redução dos enjoos provocados pela quimioterapia de pacientes com câncer, estimula o apetite em pacientes com AIDS e reduz a pressão intraocular em pessoas com glaucoma. Existe ainda prova apreciável de que a maconha reduz a espasticidade muscular em pacientes portadores de desordens neurológicas. Pode-se obter uma pílula de THC sintético com receita médica, mas para muitos pacientes não é tão eficaz quanto a maconha fumada. O THC puro pode também produzir maiores efeitos psicoativos colaterais desagradáveis do que a maconha fumada. Atualmente, muitas pessoas usam maconha como medicamento, a despeito da ilegalidade. Ao fazê-lo, estão se arriscando à detenção e prisão.

MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS (início e Mito 1)

O livro MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS é fruto de uma parceria entre a Drug Policy Alliance (DPA), que cedeu os direitos autorais, e a Psicotropicus, que traduziu, editou e lançou a obra em 2010.

O livro encontra-se traduzido em uma dezena de línguas e agora pode ser lido em português. Ele será totalmente disponibilizado neste blog e poderá ser livremente utilizado desde que citada a fonte. Após nome do livro e autores, referir: "Traduzido e editado por Psicotropicus, 2010".

Para começar, esta postagem contém a pequena nota abaixo, o Sumário, o Prefácio, Agradecimentos,  Algumas conclusões de estudos sobre a maconha, Introdução, 20 Mitos Sobre a Maconha (os 20 capítulos) e o Mito 1. A Nota do Editor, que vem nesta seção, será atualizada e acrescentada posteriormente. 


MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS
Título em inglês: Marijuana Myths, Marijuana Facts – A review of the scientific evidence

por Lynn Zimmer e John P. Morgan


Em 1971, a Comissão Nacional sobre Abuso de Maconha e de Drogas (National Commission on Marihuana and Drug Abuse) tentou desmistificar a maconha para desobstruir o caminho para uma política pública mais racional. Quase quarenta anos depois, o que a população compreende sobre os efeitos da maconha entre os usuários e na sociedade continua distorcida por mitos e exageros. Ao apresentar as provas científicas de forma resumida e direta, Maconha: Mitos e Fatos fornece uma valiosa contribuição para um debate público racional. Isso não é pouca coisa, considerando-se que se trata de um assunto que há décadas carrega a marca da irracionalidade.

Richard J. Bonnie, Professor de Direito da University of Virginia School of Law, membro da Comissão Nacional sobre Abuso de Maconha e de Drogas formada pelo Presidente Nixon em 1972 e principal autor do relatório dessa comissão.

NE: Nixon esperava da Comissão subsídios para sua guerra contra a maconha, mas o resultado da pesquisa foi um tiro que saiu pela culatra: ele sumariamente dispensou as provas científicas e jogou o relatório no lixo.


Para Lester Grinspoon

sábado, 7 de março de 2015

MARCHA DA MACONHA SÃO PAULO - 7 DE MAIO DE 2005

por Luiz Paulo Guanabara

Naíme Silva à frente da Marcha que percorreu as ruas de São Paulo desde a Câmara Municipal até o prédio onde está situada a sede da ONG É de Lei. Leia a matéria anterior que mostra o que ocorreu horas antes de as pessoas se reunirem para marchar, reivindicando o fim da proibição da maconha. 



Além de São Paulo, estavam programadas marchas em Porto Alegre e Recife, conforme informa o flyer do evento:


Essas duas manifestações não ocorreram.

sexta-feira, 6 de março de 2015

DEBATE PRÉVIO - MARCHA DA MACONHA SÃO PAULO, 7 DE MAIO DE 2005


Por Luiz Paulo Guanabara

Mesa no auditório externo da Câmara Municipal de São Paulo. Na foto podemos ver Maria Lucia Karam, com a palavra; Andrea Domanico, num bocejinho, o evento foi cedo; Deputado Estadual hoje Federal do PT, Paulo Teixeira; Edward MacRae do CETAD; e mais duas pessoas que não identifico agora, dois ativistas. Esta mesa antecedeu a marcha pela cidade, desde a Câmara até a sede da ONG É de Lei.




Uma linda manhã de maio, uma excelente localização para 
realizar o debate, mesmo para uma plateia pequena.

sábado, 17 de janeiro de 2015

CICLO DE DEBATES ANTIPROIBICIONISTAS - IBAM, Rio de Janeiro, Outubro de 2004

por Luiz Paulo Guanabara

O Folder Institucional que mostramos na matéria anterior foi lançado e distribuído durante o Ciclo de Debates da Psicotropicus realizado em quatro segundas-feiras de outubro de 2004. Abaixo a frente do flyer utilizado para divulgar o evento.

























quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Campanha "Dê uma Chance às Drogas" - Folder Institucional, 2004

por Luiz Paulo Guanabara

Quando o nosso projeto "Give Drugs a Chance" (Dê uma Chance às Drogas, uma alusão a Dê uma Chance à Paz, hino à paz de John Lennon) foi aprovado pela Tides Foundation em janeiro de 2004, a ONG ainda não estava com a burocracia toda no lugar. Foi uma correria até receber o dinheiro e fazer o câmbio.

Um dos produtos do projeto foi o folder institucional abaixo:

A Capa reproduz a definição de "antiproibicionismo" dos dois primeiros folders, já publicados para referência ao relato sobre como a Psicotropicus inseriu o Brasil no movimento internacional pela reforma da política de drogas. Você pode acompanhar em tempo real as referências visuais desse relato sendo mostradas aqui.

Pedíamos a reforma da política de drogas brasileira e das convenções proibicionistas da ONU.