O segundo vídeo da reunião de formação da LANPUD “O Teatro da Guerra às Drogas está situado na América Latina” conta com a participação da argentina Veronica Russo (RADDAUD), do mexicano Aram Barra e do uruguaio Diego Pieri. Em breve publicaremos novos vídeos.
Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Carta de repúdio à proposta de internação compulsória de adultos pela Prefeitura do Rio de Janeiro
Nós, entidades e movimentos sociais que integram a Frente Estadual de Drogas e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (FEDDH), articulada com a Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos (FNDDH), viemos a público repudiar as últimas declarações do prefeito da cidade do Rio de Janeiro sobre a continuidade e expansão da política de internação compulsória, que agora, além das crianças e adolescentes em situação de rua, deverá incluir adultos.
Defendemos uma política inclusiva, humanizada, não discriminatória e que garanta o direito à saúde, à liberdade, à integridade e à dignidade das pessoas em situação de rua, em uso de drogas ou não, em oposição às medidas da atual administração municipal de defesa da ordem pública travestidas por um discurso de proteção ao direito à saúde e à vida dos usuários de drogas. Somos contrários às operações de recolhimento e à utilização abusiva e indiscriminada das internações compulsórias que, ademais de tratar essas pessoas de forma massificada e expô-las a toda forma de abuso, negligência, maus tratos e violência, consomem os recursos públicos que deveriam estar sendo utilizados para financiar os serviços abertos, inclusivos, de base comunitária, investir nos recursos humanos adequados para tanto e viabilizar a construção de projetos terapêuticos individualizados que promovam a autonomia, a cidadania e a inclusão social.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Política de Combate ao Crack do RJ é Apresentada na Harm Reduction Coalition
por Luiz Paulo Guanabara
de Portland (EUA)
Num tom pessoal: a 9ª Conferencia da Harm Reduction Coalition (HRC) teve um sabor especial para mim. A primeira vez que participei de uma conferencia internacional fora do Brasil (sim, a conferencia internacional pode ser no Brasil) foi a 2ª Conferencia da HRC, em 1998, em Cleveland, para a qual tive quatro resumos selecionados: dois sobre o programa de troca de seringas no Rio, NEPAD/UERJ, no qual trabalhava, um sobre as deficiências do programa de 12 Passos sob o ponto de vista da redução de danos e um chamado “A Guerra às Drogas no Rio de Janeiro”, denunciando a política de confronto armado na cidade. Acho interessante que tenha apresentado este trabalho exatamente no ano em que foi criada a Secretaria Antidrogas, SENAD.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Organização de Usuários de Drogas na Harm Reduction Coalition
por Luiz Paulo Guanabara
de Portland (EUA)
A pré-conferência “Organização de Usuários de Drogas” da 9ª. Conferência da Harm Reduction Coalition (Coalizão para Redução de Danos) foi dedicada a um dia de discussão sobre o tema. O evento com duração de um dia proporcionou uma oportunidade para pessoas que usam drogas estarem reunidas para discutir estratégicas e táticas para proteger sua saúde e liberdades individuais.
A Declaração de Propósito trazia escrito: “Não devemos esquecer que os usuários de drogas têm sido fundamental para o desenvolvimento das mais valiosas e bem-sucedidas iniciativas de redução de danos: distribuímos seringas e agulhas para impedir a transmissão de HIV, disseminamos o uso de nalaxone para prevenir overdoses e ensinamos nossos pares como injetar drogas com mais segurança. Esta história atesta o poder coletivo e determinação das pessoas que usam drogas e destaca nossa grande capacidade de realização quando estamos organizados e unidos.”
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Nota de repúdio a reportagem do jornal O Dia
Veja AQUI também a resposta dos autores do livro
As entidades abaixo-assinadas vêm a público manifestar seu repúdio à matéria publicada na capa do jornal O Dia do dia 12 de maio de 2012, sob o título “Sugestão é plantar em casa - Saúde do Rio defende o uso da maconha” e à decisão do prefeito do Rio de Janeiro de retirar o livro do blog, o que configura uma ação clara de censura.
A matéria sensacionalista distorce e ignora as informações e publicações contidas no Blog da Área Técnica de Saúde Mental da Prefeitura do Rio de Janeiro (http://saudementalrj.blogspot.com.br/), deturpando o conteúdo do livro "Toxicomanias: incidências clínicas e socioantropológicas" (https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/183/1/Toxicomanias.pdf), publicação da Universidade Federal da Bahia, organizada por Antônio Nery Filho, Edward MacRae, Luiz Alberto Tavares e Marlize Rêgo, de reconhecida importância acadêmica e profissional, para trabalhadores e pesquisadores das políticas públicas sobre álcool e outras drogas. Apresenta de forma descontextualizada e irresponsável aspectos abordados pelos autores relativos à estratégia de Redução de Danos, manipulando ou omitindo informações e cometendo erros factuais gravíssimos, sem se preocupar com os danos que poderia causar na relação de confiança entre aqueles que necessitam de cuidados e os serviços de saúde mental do município.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Redução de danos é alvo de sensacionalismo midiático
Um jornalista do O Dia entra blog da Coordenação Saúde Mental da Prefeitura do Rio de Janeiro. Lá, ele encontra um link para download para o livro "Drogas: Clínica e Cultura/Toxicomanias, Incidências Clínicas e Socioantropológicas". Na publicação ele descobre que a maconha pode ser usada no tratamento de redução de danos e que o cultivo caseiro é uma alternativa que tira o usuário do mundo da violência e do tráfico.
Foi o suficiente para transformar um debate técnico e científico em escândalo político. Com a manchete "Saúde defende a maconha" a reportagem acusa a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de seguir a proposta do livro para o tratamento de dependentes químicos. A Secretária regiu e disse que o blog é apenas uma iniciativa dos funcioários. Mas o link do livro foi retirado.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
A maconha como alternativa ao uso do crack!
Ainda no clima da desastrosa ação policial na cracolândia de São Paulo vamos apresentar uma experiência que mostra como é possível cuidar de dependentes químicos sem o uso da força policial e da questionável internação compulsória. No vídeo abaixo o psiquiatra Dartiu Xavier, da Unifesp, explica como um grupo atendido no Proad abandonou a dependência do crack.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Redução de danos para usuário de cocaína – O risco no compartilhamento de canudos!
Um dos males mais perversos do proibicionismo é a precarização das práticas de consumo das drogas ilícitas. No Reino Unido uma pesquisa revelou que 11% das notas de dinheiro em circulação contém traços de cocaína. Em 2005 esta mesma pesquisa encontrou resquícios da droga em 4% das cédulas.
A reportagem publicada no jornal The Guardian afirma que a pesquisa sustenta ainda mais a tese de que o consumo de cocaína no Reino Unido é o mais elevado do continente europeu, sendo superior aos índices de países como Estados Unidos e Austrália.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Um dia de Redução de Danos na Cracolândia do Jacarezinho
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Os Caminhos para uma nova Lei de Drogas
Para o deputado, a legislação brasileira é misto da repressão norte-americana com o modelo de despenalização de usuários adotado na Europa. Ele ainda citou o exemplo de descriminalização em Portugal como um caso de sucesso no mundo.
Na hora de analisar o sistema repressivo, Paulo Teixeira expôs de forma bem direta a fragilidade do sistema. Para ele “a legislação de droga prende apenas o trabalhador. Os financiadores e administradores deste mercado ainda permanecem intocáveis”, declarou.
Defensor da total despenalização do usuário de drogas, o Deputado admitiu que a lei 11.343/06 fracassou ao endurecer o tratamento policial para os traficantes de drogas.
Repressão com inteligência
Apresentando as políticas adotadas pelo governo uruguaio nos últimos anos Jorge Ruibal Pino, Ministro da Suprema Corte de Justiça, explicou a estratégia adotada para combater a raiz financeira do narcotráfico, ao confiscar algumas fortunas de traficantes.
De acordo com Jorge Ruibal, a Suprema Corte uruguaia promove encontros com agentes policiais. Segundo ele, as reuniões servem para a troca de experiências para a construção de um sistema judiciário mais humano.
Por uma legislação menos punitiva
A última mesa da conferencia também não poupou críticas para o caráter essencialmente repressivo da Lei de Drogas. Para a juíza argentina Mónica Cuñarro, todas as leis de drogas violam os direitos a dignidade dos indivíduos. “Vale lembrar que a maioria dos países é signatário de tratados que obrigam o respeito total aos direitos humanos”, declarou.


