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sexta-feira, 22 de julho de 2016

MACONHA: MITOS E FATOS - UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS (MITO 2 e MITO 3)


Foram chamados de "Mitos" as ideias que circulam na mídia e em livros e textos científicos que serviram de base para a população mundial ter hoje uma compreensão equivocada a respeito da maconha. Os "Fatos" decorrem do estudo de uma extensa coletânea das provas científicas produzidas no século XX e em geral desmentem ou desconstroem cabalmente essas ideias que acabaram por marginalizar e criminalizar a cannabis, uma planta utilizada há milênios pelos seres vivos.

Na primeira postagem estão os textos iniciais e o MITO 1. Esta segunda postagem contém o MITO 2 "A maconha não tem nenhum valor medicinal", e o MITO 3 "A maconha tem grande poder de causar dependência". Em breve todos os capítulos estarão publicados.

O livro MACONHA: MITOS E FATOS – UMA REVISÃO DAS PROVAS CIENTÍFICAS é fruto de uma parceria entre a Drug Policy Alliance (DPA), que cedeu os direitos autorais, e a Psicotropicus, que traduziu, editou e lançou a obra em 2010.

O livro encontra-se traduzido em uma dezena de línguas e agora pode ser lido em português. Ele será totalmente disponibilizado neste blog e poderá ser livremente utilizado desde que citada a fonte. Após nome do livro e autores: "Traduzido e editado por Psicotropicus, 2010".



MITO 2

 A maconha não tem nenhum valor medicinal. Existem drogas mais seguras e eficazes disponíveis. Entre elas, uma versão sintética do THC, principal princípio ativo da maconha, que, nos Estados Unidos, é comercializado com o nome de Marinol.

“Não há provas da eficácia do uso de maconha na quimioterapia. Existem inúmeras drogas alternativas que dispensam qualquer necessidade de empreender pesquisas sobre o assunto.”1

“Fumar maconha não pode ser qualificado como remédio... A maconha como questão médica é uma campanha cuidadosamente orquestrada... por hippies mais velhos, advogados e usuários de maconha que estão pregando uma peça cruel em pessoas doentes e moribundas.”2

“Considerando-se os efeitos conhecidos da maconha sobre a memória de curto prazo, parece provável que ela prejudicaria... a capacidade do paciente de lembrar-se de tomar outros remédios... essenciais.”3

“O lobby em prol da droga explora o sofrimento de pacientes portadores de doenças crônicas... como parte de uma estratégia para legalizar a maconha para uso geral”4

“Não poderia haver pior mensagem para os jovens... Justamente quando a nação está se esforçando ao máximo para ensinar adolescentes a não consumir drogas psicoativas, estão lhes dizendo que a maconha [é um] remédio.”5

FATO 2

Foi demonstrado que a maconha é eficiente na redução dos enjoos provocados pela quimioterapia de pacientes com câncer, estimula o apetite em pacientes com AIDS e reduz a pressão intraocular em pessoas com glaucoma. Existe ainda prova apreciável de que a maconha reduz a espasticidade muscular em pacientes portadores de desordens neurológicas. Pode-se obter uma pílula de THC sintético com receita médica, mas para muitos pacientes não é tão eficaz quanto a maconha fumada. O THC puro pode também produzir maiores efeitos psicoativos colaterais desagradáveis do que a maconha fumada. Atualmente, muitas pessoas usam maconha como medicamento, a despeito da ilegalidade. Ao fazê-lo, estão se arriscando à detenção e prisão.