Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas

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sexta-feira, 15 de março de 2013

Terrorismo Midiático

O terrorismo midiático é quase uma regra quando o assunto é maconha. Em reportagem recente, o SBT Brasil relatou com um alarmismo pavoroso o consumo de maconha na região do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo.

A reportagem tratou a repressão policial como uma ação de "limpeza" do Centro da capital, banalizou aspectos culturais do uso da maconha, além de tratar os usuários como criminosos e doentes de uma forma generalista. Desta forma, o SBT alimentou a tese simplista e preconceituosa de tratar as drogas como uma questão policial e classificar os usuários como pessoas de um “submundo”.

http://www.youtube.com/watch?v=Ke4j565McNo

Já estamos no meio de março

e vejo que a última postagem é de janeiro.

Bem, digamos que estávamos de férias. Ou de saco cheio, política de drogas é um assunto entediante, quem pode se interessar por um assunto desses, essa proibição imposta com mão de ferro mesmo quando está mais do que claro - hoje em dia e há muito tempo – que essa abordagem policial-militar antidrogas é uma das atividades mais estúpidas em que o ser humano pode se envolver.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Apelo de pais e familiares: a situação está passando dos limites

APELO DE PAIS, MEMBROS DA FAMÍLIA E SEUS AMIGOS E ORGANIZAÇÕES FAMILIARES QUE TESTEMUNHARAM E SOFRERAM COM A RESPOSTA À QUESTÃO DAS DROGAS, CUJO FRACASSO INSISTIMOS EM PERSEGUIR

(no email após este explicamos por que este post está em inglês. Esperamos logo tê-lo traduzido por sua importância.)

Parents, family members and their friends and Family Organisations, who have witnessed and suffered from the existing response to drugs:

Recognising the inability of the United Nations Conventions on Narcotic Drugs and Psychotropic Substances to effectively counter the magnitude and extent of illicit traffic and its grave consequences (an inability outlined in the preamble to the 1988 Convention),

Recognising that the experiment with prohibition has magnified the grave consequences especially the trauma and tragedy visited on users and their families,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Vídeo do seminário “Saúde e Política de Drogas: é preciso mudar”

Confira no vídeo abaixo alguns trechos do seminário “Saúde e Política de Drogas: é preciso mudar”, realizado na Fiocruz na última segunda-feira. O primeiro a falar é o vice-ministro da Educação e Cultura do Uruguai, Oscar Gómez da Trindade. Em seguida vem a palestra de Paula Marques, representante do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências de Portugal (SICAD) e por último o especialista em saúde pública da Universidade Simon Fraser, no Canadá, Benedikt Fischer.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Saúde e Política de Drogas em Debate na Fiocruz

Na última segunda-feira a Fiocruz abriu as portas do seu Museu da Vida para o seminário “Saúde e Política de Drogas: é preciso mudar”, promovido pela Comissão Brasileira Drogas e Democracia.

Apesar do evento ter focado no discurso do usuário com um doente, o psiquiatra Dartiu Xavier destacou na sua palestra que maioria dos consumidores de drogas não desenvolve um uso problemático. "A questão de dependência é uma questão de exceção. A grande maioria dos usuários são recreacionais. No caso da maconha apenas 9% se torna dependente."

Mesmo não abrindo espaço para os usuários de drogas (talvez a parte mais interessada neste tipo de debate), o evento trouxe convidados de países que estão estão fazendo a diferença para superar o desastre do proibicionismo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Bar em Washington cria espaço para usuários de maconha

A legalização da maconha no Estado norte-americano de Washington, oficializada desde o dia 6 de dezembro, já está movimentando a economia local de uma maneira bem diferente do mercado negro estimulado pelo proibicionismo.

O proprietário de um bar na cidade de Olympia abriu as portas do estabelecimento para clientes que gostam de fumar maconha. Para isto ele criou um ambiente reservado a quem paga uma taxa de 10 dólares anuais. "Estou prestes a perder o meu negócio. Então, tenho que descobrir uma maneira de trazer as pessoas para cá", explicou Frank Schnar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Terceiro vídeo da conferência de formação da LANPUD

Está no ar o terceiro vídeo da conferência de formação da Rede Latino-Americana de Pessoas que Usam Drogas (LANPUD), com as falas de Edward MacRae (ABESUP), Renato Cinco (MLM) e Ana Maria Motta (UFF). Confira!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Deputados britânicos ficam empolgados como o modelo português de descriminalização das drogas

Após um ano de trabalho os parlamentares britânicos chegaram a uma conclusão que os leitores do Psicoblog já encontraram há muito tempo: a guerra às drogas fracassou e está na hora de reformar as políticas de drogas!

Em um relatório divulgado recentemente, os deputados citam com grande entusiasmo o sucesso do modelo português de descriminalização das drogas, além solicitar ao governo britânico o acompanhamento das propostas de legalização no Uruguai e nos Estados de Washington e Colorado.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Segundo vídeo da conferência de formação da LANPUD

O segundo vídeo da reunião de formação da LANPUD “O Teatro da Guerra às Drogas está situado na América Latina” conta com a participação da argentina Veronica Russo (RADDAUD), do mexicano Aram Barra e do uruguaio Diego Pieri. Em breve publicaremos novos vídeos.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Carta de repúdio à proposta de internação compulsória de adultos pela Prefeitura do Rio de Janeiro

Nós, entidades e movimentos sociais que integram a Frente Estadual de Drogas e Direitos Humanos do Rio de Janeiro (FEDDH), articulada com a Frente Nacional de Drogas e Direitos Humanos (FNDDH), viemos a público repudiar as últimas declarações do prefeito da cidade do Rio de Janeiro sobre a continuidade e expansão da política de internação compulsória, que agora, além das crianças e adolescentes em situação de rua, deverá incluir adultos.

Defendemos uma política inclusiva, humanizada, não discriminatória e que garanta o direito à saúde, à liberdade, à integridade e à dignidade das pessoas em situação de rua, em uso de drogas ou não, em oposição às medidas da atual administração municipal de defesa da ordem pública travestidas por um discurso de proteção ao direito à saúde e à vida dos usuários de drogas. Somos contrários às operações de recolhimento e à utilização abusiva e indiscriminada das internações compulsórias que, ademais de tratar essas pessoas de forma massificada e expô-las a toda forma de abuso, negligência, maus tratos e violência, consomem os recursos públicos que deveriam estar sendo utilizados para financiar os serviços abertos, inclusivos, de base comunitária, investir nos recursos humanos adequados para tanto e viabilizar a construção de projetos terapêuticos individualizados que promovam a autonomia, a cidadania e a inclusão social.