Ainda no clima da desastrosa ação policial na cracolândia de São Paulo vamos apresentar uma experiência que mostra como é possível cuidar de dependentes químicos sem o uso da força policial e da questionável internação compulsória. No vídeo abaixo o psiquiatra Dartiu Xavier, da Unifesp, explica como um grupo atendido no Proad abandonou a dependência do crack.
Psicotropicus - Centro Brasileiro de Política de Drogas
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Enxugando o gelo na Cracolândia de São Paulo!
A tão alarmada intervenção do Estado na Região da Cracolância de São Paulo deixou números de uma típica ofensiva "enxuga gelo" da guerra às drogas. Após três dias de operação constante e 538 abordagens que prometiam acabar com o tráfico na região foram apresentadas apenas 21 gramas (isso mesmo, gramas!) e quatro pessoas presas por terem mandado de prisão.
Apesar da anunciada assistência social aos usuários de drogas ninguém foi encaminhado aos centros de recuperação. Afinal, espaço prometido pela prefeitura, com capacidade para 1200 pessoas, só deve ser inaugurado em 30 dias. Sem admitir o fracasso da operação a polícia segue argumentando que vai erradicar o consumo de crack no centro de São Paulo. "Em 30 dias vamos identificar traficantes e cortar a chegada de crack na região", disse o comandante-geral da PM, coronel Álvaro Camilo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Quem são os traficantes de drogas presos pela polícia?
Quando ocupava o posto de Secretário Nacional de Política Sobre Drogas, Pedro Abramovay defendeu a aplicação de penas alternativas para os pequenos traficantes. Foi o suficiente para que ele fosse demitido do governo Dilma, que optou por seguir o modelo norte-americano de guerra às drogas.
Para os que não entenderam muito bem esta história de "pequeno traficante" vale destacar uma pesquisa divulgada no último mês pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), que comprova que este é o grupo mais reprimido nas ações policiais.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Os Bastidores do Cultivo Proibido!
Mesmo proibida a maconha continua sendo cultivada em todos os cantos do planeta. Com o passar do tempo o cultivo da erva proibida para uso pessoal ganhou espaço e se fortaleceu como uma forma de retirar o usuário da cannabis das relações comerciais com o crime organizado. No vídeo abaixo, produzido pela Kaya Films, é possível conhecer um pouco mais desses jardins secretos.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Maconheiro é Sangue Bom e Organiza a Ceia dos Excluídos no Rio de Janeiro!
GRUPOS EM DEFESA DOS USUÁROS DE MACONHA ORGANIZAM CEIA DE NATAL PARA MORADORES DE RUA NO CENTRO DO RIO.
Numa iniciativa de membros do portal Growroom.net, coletivos e ONGS pela legalização da maconha realizam a CAMPANHA MACONHEIRO É SANGUE BOM!! A CEIA DOS EXCLUÍDOS!
Na próxima sexta feira, dia 23, a partir das 20 h, na Cinelândia, aproximadamente 50 ativistas de grupos diversos, entre eles o portal Growroom.net, principal organizador, a Igreja Do reino de Jah, o bloco carnavalesco Planta na Mente, e a ONG Psicotropicus-Centro Brasileiro de Política de Drogas vão oferecer aos moradores de rua uma ceia de natal, que contará com um caldo verde acompanhado de pão, refrigerante, biscoitos, panetone e bolo. Trata-se de uma continuação de campanha anterior que buscou, através da doação de sangue ao INCA, redimensionar a maconha na questão das drogas como um todo. A organização iniciará a distribuição que contará também com música e distribuição de roupas, brinquedos e agasalhos, que estão sendo recolhidos individualmente entre os membros dos coletivos e na loja ULTRAECO em Ipanema (Rua Francisco Otaviano – 67 – loja 48), centro de arrecadação da campanha.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Consumo de cigarros e álcool cai entre adolescentes dos EUA. Uso de maconha fica estável!
Um dos argumentos mais usados pelos proibicionistas é que a eventual legalização da maconha aumentaria consideravelmente o consumo da erva. Só esquecem de dizer que a proibição é incapaz de impedir que a população tenha acesso as drogas proibidas e que no mercado ilegal o comércio é feito sem nenhuma regulação ou controle de qualidade.
Curiosamente a pesquisa norte-americana "Monitoring the Future" (Observando o futuro) apontou que o consumo de cigarros e álcool por adolescentes americanos está no ponto mais baixo desde a década de 1970, mas o consumo de maconha permaneceu estável. Entre os adolescentes de 17 e 18 anos 19% admitiram que fazer uso do cigarro. Em 1997 este índice era de 36,5%.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Natal Solidário da Legalização da Maconha!
O ativismo canábico também é solidário. Um grupo formado por diferentes coletivos que ajudam a promover a Marcha da Maconha no Rio de Janeiro está unido para realizar uma Ceia dos Excluídos para os moradores de rua.
Além da coleta de donativos , roupas e alimentos que está sendo feita na loja UltraEco (R. Francisco Otaviano 67 lj 50, Arpoador) será oferecido um bandejão de Caldo Verde aos amigos das ruas. Este ato vai ocorrer no dia 23 de dezembro, às 21h, na Cinelândia. Clique aqui e saiba mais sobre o evento!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Cinco anos de Lei 11.343 e poucos motivos para comemorar!
Quando criada (em agosto de 2006) a Lei 11.343 foi celebrada por retirar o usuário de drogas da esfera prisional, sendo punido apenas com penas alternativas. Mas passados cincos as estatísticas do sistema carcerário indicam que alguma coisa deu errado nessa medida. Afinal, o número de prisões por tráfico cresceu 62% enquanto a população de presos aumentou apenas 8%.
Entre os ditos traficantes é comum encontrar um grande número de presos condenados sem qualquer prova de prática do tráfico, que portavam pequena quantidade de drogas, estavam sozinhos e sem armas. No submundo da cadeia ainda é possível encontrar homens que plantavam maconha para uso pessoal dentro da própria casa e foram enquadrados como traficante.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Violência e intolerância religiosa no tratamento das clínicas de recuperação!
Enquanto a classe política discute propostas como a internação compulsória para usuários de drogas o Conselho Federal de Psicologia foi a campo investigar a qualidade do atendimento oferecido nas ditas clínicas de reabilitação ou comunidades terapêuticas.
O resultado da da 4ª Inspeção Nacional de Direitos Humanos em Locais de Internação para Usuários de Drogas é um documento de 196 páginas de leitura obrigatória para todos que trabalham com política de drogas. O documento expõe com nome e endereço as clínicas que comentem abusos contra os internos. As atrocidades mais comuns são o "isolamento, proibição de falar ao telefone com parentes, trabalho não remunerado e punições físicas e psicológicas para atos de desobediência."
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Redução de danos para usuário de cocaína – O risco no compartilhamento de canudos!
Um dos males mais perversos do proibicionismo é a precarização das práticas de consumo das drogas ilícitas. No Reino Unido uma pesquisa revelou que 11% das notas de dinheiro em circulação contém traços de cocaína. Em 2005 esta mesma pesquisa encontrou resquícios da droga em 4% das cédulas.
A reportagem publicada no jornal The Guardian afirma que a pesquisa sustenta ainda mais a tese de que o consumo de cocaína no Reino Unido é o mais elevado do continente europeu, sendo superior aos índices de países como Estados Unidos e Austrália.


